21/02/2016

A Rua

Ao passearmos pelas ruas podemos perceber o movimento das pessoas, dos carros, do comércio, etc. São estudantes indo para a escola, adultos se descolando para o trabalho, garis limpando as ruas, pessoas transitando por todos os lados.
Além dos edifícios comerciais, existem também praças, avenidas, casas, condomínios residenciais, parques de diversão, quadras poliesportivas, e muito mais.
Cada uma dessas coisas possui um endereço próprio, assim como nós temos o endereço de nossas casas. Quando você quer ir à casa de um coleguinha, precisa anotar o endereço dele, ou seja, o lugar onde mora, onde fica sua casa. Não é assim?
Os endereços são formados pelo nome da rua, avenida ou alameda; o número do lote; o número da casa ou do prédio; número do apartamento; o setor ou bairro e o CEP (Código de Endereçamento Postal).
Rua residencial

A rua é um espaço público, ou seja, é de todos, mas administrada pelo governo. Por isso, todos têm o direito de ir e vir, se movimentar quando quiser. É o motivo pelo qual possuem as calçadas, nos dois lados de uma rua, para que os pedestres possam transitar.
As ruas podem ser separadas conforme a estrutura de um bairro. Algumas possuem somente casas, quando em bairros residenciais; outras são somente de lojas, quando localizadas em bairros comerciais.
Avenida 23 de Maio e Avenida Paulista (SP)

Uma avenida é uma rua de maior importância para a cidade, pois é mais movimentada e tem acesso aos lugares mais admiráveis. Normalmente são largas e compridas.
Algumas avenidas constituem um centro financeiro para a cidade, pois nela vão se juntando grandes empresas e bancos, tornando-as ainda mais movimentadas. A Avenida Paulista, em São Paulo, é um exemplo de centro financeiro. Pesquise se em sua cidade existe uma avenida assim.
Alameda do Palácio (BH)

Existem também as alamedas, que são ruas ou avenidas com árvores nas calçadas. Nas alamedas, normalmente, existem praças públicas, muito arborizadas, com bancos de madeira ou de pedra, para que as pessoas possam descansar. Algumas alamedas servem como pontos de feiras artesanais, o que mantém sua movimentação aos finais de semana.
Por Jussara de Barros
Pedagoga
Equipe Escola Kids

Povos indígenas estão entre os mais pobres da América Latina

Relatório do Banco Mundial afirma que pobreza atinge 43% do grupo na região; índice é mais do dobro dos não indígenas. Os indigenas representam 8% da populacao latino-americana. 


Foto: Banco Mundial Mariana Ceratti, do Banco Mundial em Brasília para a Rádio ONU
A pobreza afeta 43% dos indígenas da América Latina, mais do dobro da proporção de não indígenas. Além disso, 24% dos ameríndios vivem em extrema pobreza, percentual 2,7 vezes maior que o encontrado no restante da população. Esses são dois dos principais alertas do novo relatório América Latina Indígena no Século 21 – A Primeira Década, do Banco Mundial. Desigualdade O estudo, lançado hoje, no Panamá, analisa dados de 16 países e destaca que os 42 milhões de indígenas da região representam 8% da população. Apesar de alguns avanços nas áreas de acesso à educação e à infraestrutura, bem como na participação política, não houve redução na desigualdade. O documento mostra que enquanto a América Latina se beneficiava de um bom crescimento econômico na primeira década dos anos 2000, as diferenças entre os lares indígenas e os demais se mantiveram iguais ou se aprofundaram. Brasil Só no Brasil, por exemplo, a brecha de pobreza entre os dois grupos aumentou 99% no período. Atualmente, os indígenas constituem 14% dos pobres e 17% dos extremamente pobres da América Latina. A economista Liliana Sousa, da equipe de autores do relatório, explica alguns motivos para os indígenas serem mais prejudicados. "Alguma dessa diferença é atribuída a características associadas com mais pobreza para qualquer grupo na América Latina. Por exemplo, a pobreza em muitos países é mais alta em áreas rurais, e a maior proporção da população indígena vive em áreas rurais. Mas essas diferenças demográficas e de emprego entre a população indígena e o resto da população não explicam completamente a diferença em pobreza. Isso sugere que a população indígena enfrenta desafios específicos para sair da pobreza", diz Liliana. A equipe de autores enfatiza a necessidade de mais pesquisas e estatísticas para entender os desafios dos povos indígenas. E, também, de mais políticas públicas direcionadas a essa população. Desenvolvimento O relatório ainda reconhece que os povos indígenas em geral têm um entendimento próprio do que é o desenvolvimento. Finalmente, ressalta o potencial de contribuição dos povos indígenas a áreas como segurança alimentar, gestão ambiental, agricultura, medicina, artes e desenvolvimento liderado pela comunidade. Portanto, os autores afirmam que tais vozes e ideias precisam ser consideradas na agenda das Nações Unidas pós-2015. Os brasileiros estão por trás de algumas dessas contribuições. De 2000 a 2012, por exemplo, o índice de desmatamento na Amazônia brasileira foi de 0,6% dentro de territórios indígenas protegidos, mas 7% fora deles. Por isso, o reconhecimento legal de territórios indígenas demonstrou ser uma importante estratégia para evitar mais devastações. Vale ressaltar que o Brasil, com 820 mil indígenas, tem um dos menores percentuais encontrados na América Latina: só 0,5% da população.